O Colégio Estadual Alexandre Porfírio – CEAP – esta localizado na Praça da Bandeira, Centro do município baiano de Poções. Esse município esta localizado numa depressão em forma de bacia. O centro comercial situa-se na parte baixa, enquanto na parte alta concentram-se as residências. A sede municipal é cortada pela Rio-Bahia (BR-116), seu principal eixo rodoviário, e pela rodovia BA-262 que liga a sede do município a Itabuna - via Nova Canaã, Iguaí, Ibicuí, Ponto de Astério, com bifurcação na BA-263 rodovia Vitória da Conquista-Itabuna, até a BR-101. Dispõe de linhas regulares de ônibus para Salvador, Vitória da Conquista e para todo o país com acesso às principais rodovias do nordeste, norte, centro oeste, sul e sudeste do país. Dispõe ainda de um aeroporto asfaltado para aeronaves de até 50 passageiros.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2009) o município de Poções que possui uma área 962,857 km² tem aproximadamente 48 mil habitantes e uma densidade de 50,8 hab./km². Ainda de acordo com o mesmo órgão, o município apresentou 0,616 (Médio) em seu Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, R$ 157.875 mil em seu Produto Interno Bruto – PIB e R$ 3.87,00 em seu PIB per capita – distribuição das riquezas pela população.
A economia de Poções é bem diversificada. Tradicional produtor de café e gado bovino, o município produz hortifrutigranjeiros, em especial o tomate e o pimentão, em propriedades agrícolas ribeirinhas, através de sistema de irrigação. A criação de suínos e ovinos complementa a atividade no campo. O município ocupa o 1º lugar na Bahia como produtor de fava e o 4º em produção de tomate, com produção expressiva de mandioca. Além dos já citados, seus principais produtos são: feijão, banana, milho, aipim. Na pecuária, destaca-se o rebanho de eqüino.
Segundo a JUCEB – Junta Comercial do Estado da Bahia, 64 indústrias funcionam no município que ocupa a 80º lugar no estado e 980 estabelecimentos comerciais, ocupando a 45ª posição dentro dos municípios baianos.
No que diz respeito à qualidade de vida da população poçoense no oferecimento dos serviços básicos de infra-estrutura como saneamento básico, transporte, segurança e acesso a educação e saúde o município segue à imagem da estrutura baiana e dos inúmeros outros municípios do Nordeste. O município apresenta deficiências de diferentes dimensões e magnitudes. Entre as mais problemáticas está o problema das condições domiciliares. Nem todo o município e principalmente as localidade de periferia e zona rural possui acesso à rede de esgotamento sanitário, acesso à água encanada, acesso à coleta de lixo e existência de iluminação pública, energia elétrica, endereçamento e calçamento. As condições de domicílios são determinantes do bem-estar da população. Higiene, saúde e alimentação adequada decorrem, por exemplo, de um bom fornecimento de água. O escoamento de esgoto e coleta de lixo, por sua vez, subsidiam a salubridade e afastam doenças contagiosas. A eletricidade garante acesso a serviços de cidadania, sendo potencialmente correlacionado com maior capital social: acesso à informação pela televisão ou computadores, disponibilidade de educação a distância, acesso a bens culturais (como, por exemplo, música), maior segurança e até aquecimento da residência. O acesso à saúde no município também apresenta dificuldades que impedem a satisfação das necessidades básica da população. Para o contingente populacional só há um hospital e os programas de assistência à saúde preventiva ainda são poucos expressivos.
A falta de emprego é um agravante ás condições de vida da população poçoense. Isso se efetiva devido à falta programas educacionais no município de qualificação profissional, fazendo surge um bolsão permanente de desempregados, trabalhadores muitas vezes incapazes de preencher as milhares de vagas que brotam a partir do avanço da economia nordestina. A falta de capacitação é um obstáculo importante, isso porque em cidades próximas como Vitória da Conquista e Itabuna há muitas vagas sobrando. Os setores da construção civil intensivos em mão de obra estão passando por sérias dificuldades para encontrar profissionais minimamente habilitados. É preciso que haja uma preocupação não apenas com o oferecimento do ensino Fundamental e Médio, mas também o profissionalizante para permitir o acesso do trabalhador aos postos de trabalho.
Assim, o perfil da comunidade poçoense se reflete diretamente em cada uma das localidades que por sua vez caracteriza o perfil dos discentes do Colégio Estadual Alexandre Porfírio.
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