sábado, 13 de setembro de 2008




O Respeito às Diferenças Individuais

A humanidade sempre teve reações variadas pelas diferenças que percebiam entre si e os vários povos com os quais tinham contato. Guerreiros; viajantes; comerciantes; e lendas relatavam a seus pares, desde a mais remota antiguidade, as exoticidades dos demais. As reações eram e são variadas: desde o medo e a repulsa, até a curiosidade e o apreço. Aspectos culturais e físicos imediatamente perceptíveis da singularidade dos “outros”, como vestimentas; ornamentos corporais; estatura; cor da pele, cabelos e olhos; e língua, ressaltavam a singularidade mais aparente. Os “costumes” mais estranhos, porém, sobressaiam aos que tinham a oportunidade de passar um certo tempo maior entre os “estrangeiros” e outras diferenças mais profundas entre os povos só poderiam ser apreendidas por um olhar mais detalhado.
Nos tempos atuais, o ser humano convive em um mundo enorme com quase 7 bilhões de pessoas e que, segundo as mais diversas ciências, cada um com suas características individuais, tornando cada ser singular na imensidão planetária. Ninguém é igual a ninguém – às vezes parecidos, porém únicos. Essas diferenças humanas se materializam por fora e por dentro devido à sua constituição biológica, mental, étnica, religiosa e cultural. Assim, algumas pessoas são loiras, ruivas, morenas, negras, nativas, rurais, urbanas, altas, baixas, saradas, gordas, magras, magrelas, discretas, extrovertidas, calmas, impacientes, individuais, coletivas, sedentárias, esportivas, religiosas, céticas. Gostam de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, curtem tevê ou rádio ou simplesmente amam a internet, ouvem música clássica, romântica, gospel, rock, eletrônicos, axé, pagode, samba, forró, rap, reggae... enfim, as diferenças humanas são inúmeras.
A diversidade humana é sem dúvida uma das coisas mais impressionantes e valiosas da vida da esfera terrestre. No entanto, apesar da constatação do alto valor da diversidade, as pessoas ainda não aprenderam a conviver com a diferença no mundo. E isso não é uma constatação nova. Boa parte da história da humanidade tem sido escrita pelos embates entre grupos que fazem de suas diferenças étnicas, religiosas, culturais, ideológicas, econômicas ou políticas o germe de rivalidades inconciliáveis.
É a idéia absurda de que só pode haver paz e respeito mútuo entre os “iguais”.
Para quem se guia por esse raciocínio errado, o diferente é visto como perigoso. Então, logo, procura-se um jeito de afastá-lo do convívio, amordaçá-lo ou, até mesmo, eliminá-lo. Há ainda outro modo menos agressivo, mas não menos criminoso, de lidar com o diferente: fazê-lo igual a mim. Esta tentativa de tornar o outro igual a mim é uma forma errada de pensar. Temos que procurar manter a unidade na diversidade. Como dizia Paulo apóstolo: o corpo, mesmo sendo um só, tem vários membros, cada um diferente do outro, porém cada qual tem sua função vital. Nós também formamos um só corpo em Cristo. Cada qual com seus dons e talentos que devem ser respeitados.
Estas e outras afirmações fazem parte de nosso cotidiano. Não é fácil reconhecer e aceitar a "diversidade humana". Os seres humanos são diferentes, pensam de maneira diferente e agem de forma diferente. A verdade é que todas as pessoas são diferentes e isso é simplesmente irritante e às vezes inaceitável para pessoas egocêntricas. As pessoas têm base genética diferente; formação e educação diferentes; histórias de vida diferentes; cresceram e se desenvolveram em meio-ambientes diferentes. Os "modelos" sobre os quais construímos nossos conceitos de certo e errado também foram diferentes para cada um de nós. Os próprios conceitos de "ética" e mesmo "moral" podem ser um pouco "diferentes" de pessoa para pessoa. Umas mais rígidas, outras mais "relativistas", etc. O fato é um só – não há duas pessoas iguais!
Assim, temos que aprender a conviver, respeitar e até utilizar para a nossa vida pessoal as diferenças individuais. Não podemos tratar mal uma pessoa que não tem a mesma religião que a nossa, a mesma cor de pele ou que não gosta das mesmas coisas de que gostamos. As pessoas são diferentes e é isso que faz o mundo ser tão legal, tão cheio do que nós não conhecemos.
Pra você “normal” é quem gosta da mesma música, da mesma roupa, da mesma preferência sexual ou que freqüentam a mesma escola que você, mas para quem gosta de outra coisa o gosto dele que é o “certo”. Na verdade, não existe muito certo ou errado nos gostos e preferências, existe a variedade, muitas opções e pessoas para gostar de tudo. E é por isso que é tão importante respeitar e valorizar as diferenças para que sejamos respeitados também e possamos viver bem uns com os outros.
E você... tem respeitado e valorizado as diferenças pessoais ??
Afinal... ser diferente é Normal ??




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